terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Menino do Alto da Serra e as Nossas Conjecturas

Primeira Conjectura
Era sexta-feira, andávamos tão próximos que começamos a querer estar sempre juntos, em pleno dia de semana ele veio me buscar no trabalho e estávamos indo passar o final de semana na Serra. Na rádio tocava Jack Johnson - I Got You, e começamos a cantar rindo um para o outro como se nada do mundo pudesse destruir nossa felicidade. Enquanto ele dirigia, eu passava a mão pela sua nuca tocando seu cabelo escuro e macio e conversávamos sobre os anos que estávamos longe.
O mundo parecia tão mais fácil quando estávamos juntos. 

Segunda Conjectura
Estávamos sentados na cama dele, eu com seu gato no meu colo e ele com o violão desafinado dedilhando.
- Conhece essa música? - disse ele para mim tocando uma melodia.
- Não tem voz? 
- Até tem, mas não sei cantar então fica assim. 
Rimos juntos e nos beijamos. 

Terceira Conjectura
Eu estava tão feliz de estar com ele que parei no meio da rua e fiquei encarando-o. Ele me olhou com cara de interrogação e perguntou:
- O que houve?
Me aproximei e o abracei. Me sentia segura, me sentia amada e em paz ao seu lado. Incrivelmente, éramos muito parecidos, e a única coisa que eu gostaria era preservar essa sentimento bom, o nosso sentimento. Continuei abraçada e consegui sentir seus braços prendendo sob a minha cintura também. Aproximei meu rosto do seu pescoço e senti seu perfume enquanto ele fazia o mesmo. Podem não acreditar, mas consegui sentir seu coração batendo rápido enquanto estávamos parados na rua juntos, grudados, unidos e inseparáveis.  
Depois desse dia, só andávamos entrelaçados.

Quarta Conjectura
Resolvemos ir acampar, não foi o nosso primeiro beijo, mas foi o mais marcante para mim. Depois passamos a noite inteira olhando o céu estrelado, fugindo de mosquito e comento coisas gordurosas.
Nos nossos papos conseguíamos conversar sobre tudo, mas o mais legal era a lista de coisas que ainda tínhamos para visitar e conhecer.

Quinta Conjectura
Como nunca conversávamos sobre isso, não achei que fosse acontecer tão rápido, mas fui levada para tomar café com a mãe dele. Na verdade, não era nada oficial, ela ofereceu e estávamos lá.

Sexta Conjectura
Não há razões que determinem a afinidade entre pessoas, quando você encontra alguém que deseja usar a mesma camisa que você tem dos Vingadores para sair na rua (dois pares de jarros), você  já sabe, isso não vai acabar agora.

Por mais momentos que nunca existiram ao seu lado, mas gosto de imaginar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Éramos nós de novo

Estar em um relacionamento a distância é dificil , é cansativo, machuca e cansa.
Mas eu percebi que os meus melhores momentos são ao lado dele.
 Eu espero ansiosamente para estarmos juntos.

Hoje sonhei com você.
Estávamos juntos e você segurava a minha mão.
Era proteção, com um pouco de desejo.
Éramos nós de novo.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Recomeço

Estávamos sentados a mesa do restaurante há algumas horas, o silêncio reinava entre nós e só escutávamos o barulho dos garfos, de vez por outra, arranhando o prato.
Dessa vez,  eu prometi a mim mesma que faria tudo certo e a primeira delas era nao me atrasar.
 - Gostou da comida, meu amor?
- Uhum, muito agradável aqui.
Silêncio.
- O que está acontecendo?  - perguntei
- Sabe, amor....estou um pouco cansado desse seu ar dominador...
Engasguei com a comida e fiquei parada olhando para ele até falar:
- Que?
- Bom...você quer controlar toda a minha vida. ..e ainda quer saber até com quem eu posso ou não sair...
- Do que você esta falando? -  Eu disse
- Amor, você não pode negar que possui esse jeito dominador sobre mim.
Acho que a primeira reação que gostaria de ter era chorar, o meu corpo pedia para cair no choro ali bem naquele restaurante,  ele queria agora me colocar no papel de vilã da história da vida dele, já não bastava todos os leões que eu tinha que enfrentar por causa daquela relação. Já nãoo bastava tudo que ele já tinha conseguido me ofender para todo mundo, ele agora queria me ofender com o controle.
A minha segunda reação,  e a que provavelmente ele esperava, era que eu discutisse com ele ali mesmo.
E a minha terceira reação possível era silenciar...e foi assim que depois do interminável olhar sobre ele, sorri, repeti "dominadora" e voltei meus olhos para a comida.
- Foi para isso que você me chamou ate aqui? Com esse incrível almoço  nesse maravilhoso restaurante?  Perguntei segurando a taca de vinho.
- Na verdade,  foi porque ha muito tempo não fazíamos algo além da nossa rotina e queria vir aqui ha algum tempo com você. Estou com um saudade,  meu amor!
E segurou a minha mão.
- Eu também.
Eu o amava tanto, porque ele só sabia me magoar? Por que estávamos chegando em um estagio do nosso relacionamento em que acabava se tornando normal alfinetar o outro? Eu todos os dias buscava renovar o nosso amor...eu sei que ele estava buscando também. ..mas as vezes eu sentia que não ia funcionar.  Não sei...Talvez íamos morrer na praia.
Ele me parecia cansado cada vez mais mentia para mim.
E eu estava exausta de tanta mentira sendo despejada pela minha garganta,  tanto sapo que eu tive que engolir. E eu tinha certeza que ele nem se lembrava quem estava com ele em todos os momentos,  quem ligava para saber como ele estava,  quem deixava a minha casa ser um refúgio.
Mas era por isso que eu pensava,  será que o amor consegue superar tudo?
- O que você disse amor?
- Ah?
- O amor o que?
- Será que o amor supera tudo?
Ele parou para refletir um pouco.
- Acho que o amor é uma luta constante.  Porque sempre existiram muitas forças te mostrando outros caminhos. ..mas é o amor que te faz ficar...e o amor que te faz estar aqui e a mim também.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Entre Caminhos

O caminho do perdão.
Depois de tantos meses, finalmente consegui encontrar o caminho do perdão dentro de mim. 
Deus faz milagres dentro de nós e através dele eu acredito que todos os dias podemos fazer diferente em nossas vidas.
Eu venho tentando ser uma pessoa diferente também, mais mansa, mais carinhosa, mais compreensiva, mais segura. Percebi que para ser feliz preciso fazer as pessoas ao meu redor felizes também. 
O que eu tenho feito para tornar as pessoas felizes?
Percebi que era isso mesmo, era essa a pergunta que deveria fazer a mim mesma para conseguir viver bem.
Eu só seria feliz se conseguisse dar às pessoas ao meu redor um pouco da alegria da vida. E muito da possível da alegria de estar ao meu lado.
Esse ano de 2014 será um ano diferente para mim, para as pessoas que amo, para quem me importo. Esse ano, serei mais para os meus. E esses meus terão prazer de descobrir a felicidade perto de mim. Porque, em minha concepção, Deus é isso: alegria.
Por que permitir que os caminhos em meu entorno fiquem tão turbulentos?
Enquanto eu tiver a certeza de Deus dentro de mim, estarei feliz. Farei o bem.
E por meio de uma corrente, tentarei chegar a todos os outros e outras que conseguem usufruir da capacidade de entender o que é o amor. E se essas pessoas ainda não conseguiram entender o que é o amor, bem...só existirá uma solução para tudo isso. Amá-los. 
E você que está lendo esse post agora, tenha certeza disso...Eu te amo. Porque o amor move montanhas e enquanto existir amor entre nós, dentro de mim, ainda há a possibilidade mesmo que pequena, de salvação para todos nós.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O recuo da libelua

Quando você não diz não às coisas que deveria, você está travando uma guerra dentro de seu coração.

Há uma diferença entre agradar e ajudar alguém.

Eu pessoalmente levei muitos anos para chegar a um acordo com isso também.

Eu confundia as linhas entre ser gentil e ser uma pessoa que sempre dizia sim.

Eu também conversei com muitas e muitas pessoas que lutaram entre ser uma pessoa genuína e de bom coração e não serem capazes de dizer "não" com facilidade.

"Como eu poderia dizer a alguém não? Sou uma pessoa legal."

Tenha certeza que quando você está dizendo "sim" para os outros, você não está dizendo "não" para si.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Che

Corpo jogado ao chão.
Corpo enterrado na areia.
Fundamentos da vida em solidão.
Lama.
Sangue no peito.
Cheiro de morte.
Alma viva.
Resquícios de lembrança ao vento.
Ser lembrado por ter abandonado sua vida por seus objetivos?
Você acredita que pode mudar o mundo?
Todos podem ter seu Che.
Identificação Revolucionária.
Não entenda razões complexas.
Não me entenda.

domingo, 13 de outubro de 2013

Poesia ao chão

Havia uma arma apontada para o meu coração, éramos tolos em acreditar naquela paixão.

"barulho de tiro"

Lastimável horror, pequenos movimentos de intenso nojo entre mim e meu sangue, escorrendo, caindo ao chão.

" Segundo barulho de tiro"

Atingindo meus quadris. Mistura pungente.
Poesia e Sangue marcados com o sangue de horror,
mas como não achar que a pior convivência era aquele sangue, poesia, terra - misturadas- dilaceradas por pequenas palavras e solidão.
Coração corroído, mãe chorando, e poesia no chão.