quarta-feira, 19 de setembro de 2012

euvc

Surfo nas nossas lembranças, todos os dias.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O mar chegou

Se ao seu lado não posso estar
posso me contentar em te olhar?
Ao longe aquele desejo de fazer tudo mudar,
e esse longe me mostra o Sol sempre a voltar
aquecendo sua pele, mostrando seu lugar
o Sol me mostra para onde eu devo andar

Você quis ver eu chegar,
para te mostrar seu lugar.
Mas queria que você
me mostrasse meu lugar.

O mar se mostrou,
mas nada para mim.
Se o que nós temos se dissipar,
o que será de mim?

Vou caminhar,
a areia grudando em meus pés,
vento bagunçando meus cabelos,
mundo depressivo.

Pela manha,
crianças correndo,
água espelhada,
coração sem Norte,
coração sem cor.


domingo, 24 de junho de 2012

A história

Nós caminhávamos juntos até o bebedouro, como fazíamos todas as tardes no intervalo, estávamos mais próximos, tínhamos mais conversas, mais risadas, mais cobranças, mais sms ( mesmo não tendo nada com o outro, só a mais pura amizade). Talvez fosse o simples fato de que gostávamos de rir um do outro ou porque lá no fundo, bem no fundo, algo já dizia para nos aproximarmos. Eu não sabia como explicar, mas gostava de caminhar com ele, e das nossas brincadeiras de nos empurrarmos enquanto andávamos.
Enchemos as garrafas, enquanto voltávamos para a sala ele se aproximou de mim, tentou segurar o meu braço, mas eu desviei e comecei a andar na frente. Parei de escutar seus passos, olhei para trás, ele havia sumido. Fiquei parada olhando para o corredor vazio e voltei alguns passos, ele havia virado em outro corredor e estava parado me olhando, seu olhar já dizia exatamente o que queria.
- Não, não - eu disse - não tem nada haver isso.
Ele riu para mim, e enquanto se aproximava disse:
- Não?
- Nós somos amigos...e...você fica com todas...
Quando dei por mim, estava de costas para a parede e ele na minha frente, olhando para a minha boca, como se esperando apenas uma chance para se aproximar mais. Entrei em desespero e coloquei a garrafa tampando minha boca ( Sempre que me lembro dessa cena, tenho vergonha de mim mesma).
- Para com isso - ele me disse - eu não quero todas, elas não são nada.
- Não vai dar certo...você sabe disso! Você vai embora!
Ele continuou me olhando:
- Eu não sei o que você faz comigo, mas sempre que eu estou com você, eu não consigo te dizer nada do que eu realmente queria, é como se acontecesse um branco na minha mente. E eu realmente não quero perder a oportunidade que estamos tendo agora. Eu não sou o que você pensa de mim, não sou mesmo.
Segurou meu rosto e me beijou.
Acho que passamos alguns minutos assim, até eu me lembrar que alguém poderia passar e nos ver, me afastei dele. Enquanto caminhávamos para a sala, eu olhei para ele e disse:
- Estou muito vermelha? - disse mostrando minha boca - O que houve?
Ele estava sorrindo para mim.
- To felizão!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Só não se perca de mim."

Ao me deparar com o irreparável chorei.
Chorei, pq você seguiu em frente.
E eu?
Eu pensava que eu tinha seguido...
quão tola eu fui em deixar você me esquecer
e se perder de mim...se perder de mim.

"Só não se perca de mim."

domingo, 1 de janeiro de 2012

1 de janeiro de 2012

Busque ser no presente
o que você não conseguiu ser no passado
para ter algo melhor no futuro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Banana Pancakes

Ela havia acordado com respiração dele nas suas costas, e se sentia feliz de estarem ali. Se virou, ele ainda dormia. Passou a mão no seu cabelo despenteado e se aproximou dele novamente, deu- lhe um beijo na ponta do nariz e depois encaixou-se novamente nos seus braços, voltou a adormecer.
Ele acordara menos de dez minutos depois com uma pequena câimbra no seu braço, mexeu-o, mas ele estava preso. Virou a cabeça para olhar o que estava acontecendo, era ela. Estava dormindo apoiada nele. Era linda.
Se aproximou dela, seu cheiro era extremamente vicioso. Afundou seu rosto nos seus cabelos loiros.
- O que houve? - ela havia acordado e estava rindo olhando para ele.
- Nada, estou apenas aproveitando ao máximo você, antes que aquele alarme toque nos chamando para a realidade.- e voltou a abraça-la.
- Eu estava pensando, e se nós ficássemos aqui o dia todo?
Ele adorava quando ela fazia isso. Apoiou sua cabeça no braço para olha-la de cima.
- Acho que ninguém vai nos encontrar aqui - ela continuou- essa cama é a nossa base secreta e esse edredom, nosso escudo protetor. Tudo perfeito!
Eles riram.
- É verdade, aqui estamos seguros - ele disse - já que nós temos todo o tempo do dia, deixa eu começar a contar todas as pintas do seu corpo...um, dois, três, quatro...- e dava um beijo a cada pinta em que encontrava, começou pelas do rosto, passou pelo pescoço, pelo peito, e quando estava chegando na barriga ela começou a rir e segurou ele.
- Aí não pode, você sabe que sinto cócegas - disse rindo.
Ele não se importou e enquanto ela se contorcia de rir, ele continuava a beijar sua barriga. Até que ela saiu do edredom e ficou sentada na cama.
- Não!! O que você está fazendo? Eles vão nos achar! Você saiu da nossa base! - ele gritou e puxou o edredom para cobri-la novamente.
- Oh, é verdade! Rápido me proteja! - ela entrou na brincadeira e se cobriu novamente- Será que eles conseguiram nos achar? - disse rindo
- Espero que não, acho que o ar-condicionado consegue despistar o radar deles...
- Você é bem criativo, heim?
Ele riu. E passou seu braço pela cintura dela.
- Agora você é minha! - e se beijaram até serem interrompidos pelo celular tocando.
Eles se olharam.
- Então..o que faço? Deixo tocando ou atendo? - ele perguntou.
Ela tirou o edredom, foi até a calça dele jogada no chão, tirou o celular do bolso e tacou para ele.
- Pode ser importante, atende - ela disse- mas não se esquece que hoje é domingo e você tem todo o direito de não atender. Eles tem que saber se virar sem você, poxa.
Ele olhou para o celular, era do escritório. Ela tinha saído do quarto e estava no banheiro.
- Alô...não..eu não vou aí hoje...não...hoje é domingo, Alan...sim..ela está aqui...para com isso...você é meu sócio, não minha mãe...até segunda..estarei com tudo pronto para a reunião...- ela voltara do banheiro e estava parada na porta do quarto olhando para ele.
Como era linda, seu cabelo loiro estava bagunçado e ela havia colocado sua camisa que ficava mil vezes maior que ela. Ela apontou para a janela. Ele olhou, seu sócio falava alguma coisa que ele não entendia, estava chovendo. Ele riu para ela e sussurrou: "Vem para cá". Ela fez um sinal negativo com a cabeça e apontou para o estomago.
- Olha....a gente se vê na segunda, Alan...é...eu não estou conseguindo prestar atenção em nada do que você está falando...é meu rapaz...acho que to apaixonado...apaixonado pela mulher mais linda do mundo...vou desligar meu celular até segunda..passar bem..clic.
- Nossa, acho que ele me odeia agora - ela disse.
- Ele odeia todo mundo - ele se levantou da cama e se aproximou dela - Quem quer panqueca de banana?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

a melhor explicação

Depois de um tempo a dor se anestesia. Menos de três dias e eu já estava desmoronada, a primeira coisa que eu queria fazer era te abraçar, mas eu não ia fazer nada. Eu não podia. O tempo ia me curar, me curar de você. Eu esperava isso. Os opostos, dessa vez, haviam se atraído e como imãs se grudavam e grudavam sem soltar. Mas eu tinha que soltar, eu sabia que em algum momento você ia me decepcionar. Você não entendia, mas eu estava me adiantando do sofrimento que ia ser te amar.

P.s: 21/08/2011-09/12/2011