domingo, 10 de abril de 2011

Nosso silêncio foi sepultado.

Hoje eu tiro meu coração,
com o sangue escorrendo pelas minhas mãos, e passo adiante.
Passo para que você possa colocar ao lado do seu coração e assim, consiga ressuscitar o seu, que já esta seco, vingativo, desequilibrado e rancoroso.
Eu não me importo de me sacrificar para que você consiga voltar a amar o próximo.
Será que você já percebeu que a culpa de tudo o que ocorreu naquele dia foi nossa? Foram anos e anos e anos em que aquele menino passou na mais completa solidão, sofrendo abusos, sendo humilhado, e com medo, com completo medo e vergonha de pedir ajuda. As vezes ele não sabia que podia pedir ajuda. Não julgue aquele rapaz doente, não faça a sua família ter medo de reconhecer o corpo, não perturbe o que já está perturbado....
O silêncio partiu dos pais, das escolas, dos amigos, dos vizinhos, dos ambulantes das ruas. O silêncio partiu de todos nós. Ninguém quis tomar uma atitude para o que ele estava se transformando! E TODOS viram e TODOS sabiam!
Hoje eu passo adiante o meu coração e espero que você passe o seu também. Não é apenas uma corrente do amor que quero montar é uma corrente de esperança, para que todos nós fiquemos atentos a esses jovens que sofrem nas escolas por não serem iguais, por serem diferentes...esses precisam de atenção....novos Wellingtons não devem aparecer...novas famílias massacradas, não...novas crianças morrendo, NÃO!
Eu rezo todos os dias pelas almas daquelas crianças, mas eu rezo ainda mais pela alma daquele rapaz, faz dias que ele aparece nos meus sonhos, a cada momento livre eu lembro dele e, agora, eu só posso rezar para que onde quer que ele esteja Deus tenha misericórdia da sua alma. E que Deus tenha total misericórdia da alma dessas pessoas que têm neblina nos olhos, elas não enxergam o óbvio...por isso, eu deixo um buraco no meu peito e fico inerte na minha cadeira na esperança de que você sinta e veja o que o meu coração viu e sentiu após aquele horror.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Resposta Solitária

Nas longas caminhadas que faço
atravessando percursos,
conhecendo gente,
interagindo com o momento,
fiquei metade sóbria
e metade bêbada ao mundo que idealizei.

Do assombro, me pego lúcida demais
interagindo com os outros, mas presa...
presa na surpresa de te encontrar.

E novamente, me encontro alcoolizada em lamentações
chorando aos cantos, fugindo do convívio.
Então, alguém chega,
segura minha face,
me mostra suas intenções,
tenta me prender, pensa que me prende.

Mas, eu submersa nas minhas lembranças...
vividas, criadas e conquistadas...
nunca deixo ser enfeitiçada
por esse novo rapaz
que tenta cativar meu coração.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Meu amor maior

Com o tempo construí paredes altas, com tijolos fortes e bem grossas
que não permitiam a entrada de mais ninguém,
quem tem um coração com rachaduras consegue entender o que digo.
Então, eu gostaria que você entendesse:
Quando eu demorei para confiar em você
não foi porque não te amava,
eu estava com medo.
Minhas paredes sólidas estavam caindo.
E eu tinha medo de me ferir novamente.

Quem tem um coração com ataduras
só quer encontrar...alguém...que lhe faça bem.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Out Of My Mind


"Eu nunca te disse, mas meu primeiro grande amor,
volte quando você se sentir preparada
para assumir nós dois."

Ela segurava a carta colocada dentro de sua agenda. Depois de tantas decisões, tantas brigas, eles haviam decidido encerrar aquele relacionamento. Ela que sempre tivera o controle de tudo, ainda se lembrava de todos os momentos e seu coração lhe apertava o peito desesperadamente.

"Mas já estou trabalhando na possibilidade
do meu telefone não tocar mais.
Acho que eu ainda não queria dizer adeus, meu bem.
Mesmo com tudo que nós passamos e com todas flechas indicando o nosso ponto final.
Eu ainda te amo.

Eu sei que não devemos nos aproximar por enquanto,
eu respeito seu tempo.
Não se preocupe, eu vou deixar o nosso apartamento
da mesma maneira em que você encontrou.
Volte para casa
e não se esqueça de mim."

"Nosso apartamento?" Não acreditou que ele havia escrito aquilo, há uma semana ele havia jogado na cara dela que o apartamento era dele. Ela não conseguia entender seus sentimentos, era uma espécie de raiva, amor, ressentimento, saudade, dependência, confiança que lhe deixava angustiada.
No meio daquele amor viveram uma enorme paixão. Ela sabia que ainda o amava, era como se uma parte de si tivesse sido deixada em algum lugar e ela soubesse exatamente onde encontra-lá.


"Our love was comfortable and so broken in
(...)
No, no, no, no I want you back.
Want you back.
Back."


Ele havia finalizado com seu músico favorito: John Mayer

Ela pegou uma caneta e escreveu em uma folha da impressora:

"Um grande amor nunca acaba
mesmo com as distâncias
Estou voltando.
te amo."

Até o final

(...)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meus caros amigos

Quando eu falar que estou indo embora,
não acredite.
Mesmo que eu não te diga,
não pense que acabou.

Se você estiver sozinho,
me acene de longe.
Se você estiver com ela,
finga que não me viu.
Eu criei um amor, um sentimento meu.

Não pense que lhe quero mal,
nem o mal dela.
Seja feliz!
Mas leve essa felicidade com você,
longe de mim.

Quando eu não te procurar,
não pense que eu te esqueci.
Quando eu sorrir,
não acredite que eu superei.
Quando eu estiver com outro, se eu estiver com outro,
é para tentar te esquecer, não duvide.
Eu criei um amor, um sentimento meu.

E dói demais tentar não pensar em você.
E dói demais quando o celular toca e não é você.
Doí demais quando ele me beija e não é você.
Quando ele segura a minha mão e não é a sua.
Quando ele diz que me ama e não escutei isso da sua boca.

Não me procure mais ( não acredite nisso também),
me deixe tentar amar novamente.
Eu quero reciprocidade.

Eu só queria você...

Definitivamente...eu só queria você.




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

This Love - Mãos

Ele estava na minha frente. Como me afetava vê-lo e não poder fazer nada. Meu coração parecia que ia explodir. Eu era uma tola por me considerar importante após se dirigir a mim no saguão. Era apenas o intervalo de mais um concerto, eu havia criado um amor, um amor em que só eu amava. Mas ele não sabia de nada, eu era uma excelente atriz em ocultar sentimentos, já haviam me criticado em relação a isso. Seu perfume havia penetrado em meu nariz, como eu queria que ele fincasse em meus poros para a qualquer hora do dia poder senti-lo.
Todos riam. Eu ria. Alguma espécie de piada no qual não me recordo. Suas mãos seguraram meu antebraço enquanto conversava.
Paralisei. Meu coração aumentara de velocidade. Eu amava suas mãos.
O sinal do término do intervalo estava tocando, eu não queria me afastar dele.
Todos se despediram e foram aos seus lugares. Menos eu, fui comprar alguma bala.
"Esta fugindo de mim?"
Um sussurro no meio ouvido, as suas mãos em minhas costas. Me virei.
Ele estava na minha frente. Como era bonito, como eu queria que tivesse escolhido lutar por mim.
E ri.
"Por que eu fugiria de você?"
Ele não falava nada, olhava no fundo dos meus olhos, como se para buscar algo oculto por mim.
Uma voz na porta do saguão chamou seu nome. Era ela, impossível competir com aquela mulher, era daquelas que chamava atenção ao longe, e estava realmente linda.
"Bom, preciso ir." me olhou meio sem graça. " Não suma, pequena J."
Eu ri, acenei para a sua namorada, peguei a minha bala e voltei ao meu acento.
Eu só posso dizer que me mantive inteira até o final da apresentação, ninguém percebeu qualquer reação negativa de minha parte, afinal eu era uma atriz. mas isso não queria dizer que não estava aos prantos por dentro.